MINHO SPIRITUAL

O Sagrado e o Profano em Comunhão

A religião, enquanto manifestação de empatia, tem a capacidade de nos libertar dos tétricos sonhos que, com mãos férreas, esganam, abafam e nos desesperam. Então, em rituais, rezas e cânticos, apaixonados e otimistas, a religião, com o seu afável e compassado relacionamento com as pessoas, dirige-nos pelo caminho do nosso viver com fraternidade, empatia, amor, sabedoria e humanidade. Esta espiritualidade está no Minho sinalizada por inúmeros locais de culto de enorme diversidade. Dos mais pequenos e humildes, onde os autóctones cuidam do seu Santo e do património aos grandes Santuários. Todos são locais de culto, com maior ou menor frequência, e de visitação. As manifestações festivas vão desde as grandes romarias a peregrinações. Os santuários são locais de atração para um elevado número de visitantes durante todo o ano, ainda que a grande maioria dos santuários do Minho seja visitado de forma sazonal, durante as épocas dos festejos religiosos e manifestações de fé. O Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga, o Santuário de S. Bento da Porta Aberta em Terras de Bouro, o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro em Braga, o Santuário de Nossa Senhora da Penha em Guimarães, o Santuário de Santa Luzia e a Capela da Nossa Senhora D´ Agonia em Viana do Castelo, o Santuário da Nossa Senhora da Peneda nos Arcos de Valdevez, ou ainda a Capela de São Bento do Cando também nos Arcos de Valdevez, ou o Mosteiro de São João de Arga em Arga de Baixo, Caminha entre muitos outros, são apenas alguns exemplos que nos ajudam a perceber que o Minho está, atualmente, a beneficiar de um crescimento significativo no que concerne ao turismo religioso.